quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Déjà Vu

Se há alguma coisa em “Déjà Vu” (EUA, 2006) que é boa de verdade, sem dúvida é o título. O novo thriller de Tony Scott é, literalmente, um déjà vu de 128 longos minutos, costurado com um amontoado de clichês que teimam em parecer originais. Tamanha decepção se deve, principalmente, ao seu fantástico trailer, que não deixa a audiência respirar diante de tanta ação – e informação. Eu, sinceramente, processaria a produtora por propaganda enganosa. Ainda bem que assisti ao filme numa quarta-feira...
A história se passa na Nova Orleans pós-Katrina. Trazendo o caos de volta à cidade, um terrorista explode um ferry-boat repleto de passageiros, sem deixar vestígios de sua identidade. Por sua perspicácia acima do comum, o agente Doug Carlin (Denzel Washington, ótimo, como sempre) é convidado a fazer parte do caso, que conta com uma tecnologia de ponta: uma máquina que é capaz de monitorar acontecimentos passados, operada no presente. Carlin começa, então, a montar um quebra-cabeças desconhecido por ele – ainda que seu envolvimento seja maior do que ele imagina –, que tem a bela Claire Kuchever (Paula Patton, fraquíssima), supostamente morta na explosão, como peça principal.
Se o longa girasse apenas em torno deste eixo, Scott teria um grande filme. Porém, não satisfeito, o diretor resolve incluir o tema viagem-no-tempo-traz-conseqüências-para-o-presente na narrativa, ostensivamente abordado por “Efeito Borboleta” e suas crias, como o terrível “Camisa de Força”. Descendo ao inferno e abraçando o capeta, Scott descamba para a ação sem neurônios, com direito a frases feitas, em pleno clímax, disparadas por herói e vilão; mocinha indefesa que precisa se virar na hora do aperto; e, pior: happy end com câmera lenta e tudo!
Irregular como de costume (quem viu “Chamas da Vingança” sabe disso), a direção de Scott não chega a ser ruim, mas não inova em nada. Fica a sensação de que bons personagens secundários, como a equipe do FBI que trabalha com o tal equipamento, foram sub-aproveitados. Tenho que elogiar a atuação de Jim Caviezel – que me deixou uma péssima impressão em “Olhar de Anjo”, com Jennifer Lopez –, como o terrorista doidão, e a excelente seqüência de perseguição entre ele (no passado) e Carlin (no presente).
Resumindo, pra não ficar chato: apesar de ter bons momentos e uma premissa interessante, “Déjà Vu” é muito mais clichê do que se imagina e muito menos interessante do que se espera. Não é a toa que todo mundo saiu do cinema se perguntando: “será que eu já vi isso antes?”. A resposta está no próprio título.

quinta-feira, julho 20, 2006

Feliz Dia do Amigo \o/

Muita gente nem sabe a data do “Dia do Amigo”. Mães, pais, avós, Jesus Cristo e até mesmo o Coelhinho da Páscoa têm suas ocasiões especiais! Nunca me conformei com o descaso que as pessoas têm com o 20 de Julho – eu, ao contrário, sempre tiro um tempinho pra homenagear os meus amigos, verdadeiros irmãos que, dia após dia, me dão o apoio e o carinho que preciso, nos mais diversos momentos.

Queria agradecer por tudo:

Sorrisos, PF´s, noites na internet, cinemas, beijos, gargalhadas, partidas de Imagem & Ação, caranguejos, deliciosas Mc Donald´s, tardes chatas no estágio, trabalho de Mídia, consolos, lágrimas, aventuras de carro, fofocas, rodízios de pizza, frescuras, críticas, filminhos lá em casa, rodas de violão, cervejinhas, mil e uma fotos, envio dessas fotos via MSN, paciência, episódios de Lost, alegrias, segredos, comentários nos “ogs” da vida, grupinhos de estudo, preguiça de ir pra academia, roskas dobradas, assassinatos de idéias, agrados, gelecas, virotes de trabalho, saídas "Originais", caronas, atrasos, apreço por felinos, atenção, gasturas, filmes péssimos, mau-humor, dedicação, comemorações, ensaios revéis, apoio, foguinho de mIRC, saudades, menarcas, yakisobas, toques no celular, confusões, paquerinhas, fests, raves, piadas sem graça, "febry-boats", surpresas, plehs, açaís, desabafos e, é claro, amor. Isso tudo é o melhor da vida!

Amo vocês, de coração!

sábado, julho 01, 2006

Em busca da "puta sacada" - ou: Como assassinar uma idéia

Vários amigos meus dizem que gostariam de cursar Publicidade e Propaganda. Acham que, neste ramo, o negócio é apenas criar, criar, criar... Bom, não vou mentir que, antes de ingressar na Universidade, eu acreditava que, para ser um bom publicitário, a chave era ser criativo. Isto não deixa de ser verdade! Principalmente pra quem se interessa por direção de arte, redação, design e afins. Mas eu queria desconstruir esse “mito” que envolve a minha (ou a nossa, a depender de quem esteja lendo) profissão. Para ser um publicitário, na área de criação, é preciso, acima de tudo, saber matar uma idéia. Isso mesmo: mata-la, assassina-la, estripa-la, sem dó nem piedade.
A criação é a área mais complicada para se trabalhar, justamente por lidar com aquela partezinha narcisista que existe em todos nós. Vamos comparar o ego do criativo com uma bexiga, dessas de aniversário. Num brainstorm (glossário abaixo), geralmente, se busca uma “puta sacada” (thanks, Lila!), aquele clique genial que, de tempos em tempos, parece descer dos céus. Quando alguém, por intermédio de Alá, tem uma idéia MUITO boa, a bexiga começa a encher, encher, encher. Enche tanto que o oxigênio da sala de reunião acaba e as outras partes envolvidas no processo criativo começam a lutar para não morrerem por asfixia – leia-se: levantam os vários problemas da idéia apresentada. Enfim, chega uma hora em que a bexiga estoura. O “buuuum” é tão ensurdecedor que o dono da idéia cai na real e descobre que precisa se desfazer dela. É chegada a hora do homicídio. “Isto vai doer mais em mim do que em você”, diz o criativo para a sua idéia. Pá. Pá. Pá. Pronto, idéia morta a sangue frio. “Outras, melhores que você, virão pela frente”, pensa.
É exatamente o que ocorre em criação: idéia é que nem biscoito, vai uma, vêm oito. Ou duzentas e dezoito, a depender da disposição de quem estiver criando. Como tudo na vida, é preciso aprender a se desligar das coisas. Ser volúvel, em Publicidade, não é defeito, é ser um bom profissional. É ter trilhões de idéias e, apesar de ser difícil, descartar uma a uma se outra melhor surgir. É reconhecer que, hoje, fulano está num dia inspirado e que eu não. Pelo menos não hoje.
Sempre estamos buscando a tal “puta sacada”, que vai parecer irrefutável às vistas dos outros, mas nem sempre ela quer ser achada. E é aí que está o interessante de criar: na vastíssima orla que é a nossa cabeça, sempre há uma delas se insinuando mais que as outras, cheia de graça. Basta saber procurar.

Brainstorm: bate-papo informal, para estimular o desenvolvimento de idéias. E depois dizem que as aulas de Crispim não servem pra nada! =P

[Em homenagem à equipe do Bahia Recall!]

sexta-feira, junho 16, 2006

Eu me rendo!

Todo mundo que me conhece sabe que eu não sou fã de futebol. Só vou ao estádio pra comer, não sei chutar uma bola, nunca participei de time do colégio. Aos nove anos, entrei na escolinha do Clube Bahiano de Tênis, tentativa frustrada de me fazer tomar gosto pelo tal esporte. Logo na primeira aula, tomei uma bolada na cara, que empenou meus óculos, traumatizando, para sempre, um artilheiro em potencial.
Há algumas semanas, vi o país ser contagiado pelo vírus “Copa do Mundo”, num surto de fanatismo comparável ao do povo da Igreja Universal. Para vocês terem uma idéia, desde o ano passado que meu pai planeja tirar um mês de férias entre Junho/Julho, para assistir a TODOS (sim, a todos) os jogos do campeonato. Na escolinha de minha prima, os guris, vestidos de verde e amarelo, fazem torcida organizada nos dias das partidas da Seleção Brasileira. A mídia só fala em gol, escalação, Fifa, Alemanha e bolhas/febre/tontura de Ronaldo, o Fenômeno. Acuado, fui à Le Biscuit e acabei comprando um chapelão (ao lado) e, pasmem, bandeirinhas de ventosa para o carro! Tentei até jogar um papinho pra cima do papai, pra ganhar a camisa oficial da Seleção. Depois de um sonoro “Você nunca gostou de futebol, Rafael!”, comprei uma qualquer na Zip, só pra satisfazer o meu ego de neófito futebolístico.
Por causa das férias, comecei a acompanhar os jogos, gritando, torcendo – principalmente pelo eixo “Togo/Costa do Marfim/Trinidad e Tobago” –, completando a tabelinha da Veja, xingando juiz. Mal podia esperar pela estréia do Brasil na última terça-feira, 13. Superstições à parte, o número do azar parece ter influenciado no desempenho do time dos sonhos, que, num jogo apático e sonolento, conseguiu apenas marcar um gol contra a Croácia. Sem querer fazer crítica à Parreira e sua trupe (como eu sempre digo: “não sabe, não fala”), digo que a Copa está sendo legal pra reunir os amigos, falar besteira, dar risada, comer umas guloseimas e descobrir que futebol pode, sim, ser divertido – se eu estiver fora do campo, obviamente.
Que venham Austrália, Japão, Argentina, Inglaterra, Alemanha, Holanda, e o pior dos terrores, Togo! \o/ _o_ \o/

PS.: piadinha, copiada do nick de Leo: “O quadrado mágico não funcionou porque Ronaldo está redondo...” =D
PS².: se a final for Brasil x Togo, não preciso nem dizer pra quem eu torço, né?!

terça-feira, junho 06, 2006

666

22h15. Banho tomado, barriga cheia (um caqui, uma tangerina e um Activia), conversa fiada no MSN.
Súbito: (Rafinha says) “Gente! Eu tenho dois ingressos pra pré-estréia de ‘A Profecia’, hoje, meia-noite! Alguém quer? Senão vou jogar no lixo...”. Quando parei pra pensar na data – 06/06/06 – percebi que nunquinha na vida eu teria outra oportunidade de ver um filme tão demoníaco numa ocasião igualmente satânica! (Rafa says) “Vamo, gente! Por favor! Vai ser muito engraçado!”. (Meg says) “Mas, amigo, Rafaella só tem dois ingressos! Vamos eu, vc e Carol, né?!”. (Leo says) “Deixem pra ir quarta! Ou então pro dia 16/06/06! É quase a mesma coisa! Meus pais tão enchendo o saco aqui!”. (Rafa says) “Leo, se a gente arrumar mais dois ingressos, eu JURO que pego vc em casa!”. (Meg says) “E eu ligo pra falar com sua mãe! Duvido que ela não deixe...”. Mil e um rodeios depois, Rafinha conseguiu outro par de convites, que estava no Stiep. Massa!
22h59. Saí de casa. Itinerário: Carol (Itaigara), casa de Rafinha, pra pegar os convites (Paulo VI), Leo (Vila Laura) e Meg (Nordeste). 23h34. Faltava apenas passar no Stiep. Só que ninguém sabia onde ficava a casa da menina que nos ajudaria em nossa aventura diabólica! Depois de umas dez ligações, mil gritos, dezenas de “Não vai dar mais tempo” e sinais vermelhos furados, conseguimos encontrar o prédio da criatura. Mônica, ela se chamava. O porteiro dos infernos disse que não morava ninguém com aquele nome no prédio. Parecia que nossa jornada chegava ao fim. Porém, eis que nossa salvadora liga, mandando Meg subir até o 1002 pra pegar as cortesias! Êêê! Mas, nem tudo eram flores: 0h08, o anticristo já havia nascido. Eu precisava ser rápido – parecia que o filme não era “A Profecia”, mas “Velozes e Furiosos”.
0h13. Chegamos ao Iguatemi. Com todas as entradas fechadas, só nos restou o estacionamento descoberto. Corremos mais do que o diabo quando foge da cruz e, às 0h15, entramos na sala, ofegantes e suados. Depois do filme (assustador, de verdade!), ainda tiramos fotos no shopping inóspito para, finalmente, irmos embora. Nossa odisséia chegava ao fim, às 2h11, com um toró como eu nunca vi igual! Se fosse às 6h da manhã, diria que era coisa do capeta...

quinta-feira, junho 01, 2006

Alguém aí


Alguém aí já encontrou a sua alma gêmea?

Uma pessoa pra dividir um sorriso, uma vitória, uma decepção, um filme mais do que esperado, um barraco, um fim de festa, uma mentira, uma viagem inesquecível, uma amizade perfeita?
Uma amiga compreensiva, linda, teimosa, cabeça dura, simpática, racional, atenciosa e companheira?
Alguém aí tem um alguém que saiba tudo da sua vida? Que, sem mágica ou adivinhação, saiba o que se passa pela sua cabeça?
Uma simples colega, que, aos poucos, se transformou no seu outro “eu”?
Alguém aí já amou tão intensamente a ponto de, às vezes, esquecer como era sua vida antes de conhecer o motivo de tal sentimento?
Ou desejou tanta coisa boa pra uma pessoa, que nem todas as coisas boas desse mundinho caberiam no presente que ela merece?

Alguém aí já encontrou a sua alma gêmea?

Eu já. Parabéns, Bel! (L)

terça-feira, maio 23, 2006

Previously, on Lost:

Depois de uma temporada de tirar o fôlego, Lost encerra seu segundo ciclo amanhã, dia 24 de Maio, cheio de mistérios e com mais perguntas do que respostas. Nos últimos meses, acompanhamos o dia-a-dia dos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic Air numa ilha tão paradisíaca quanto assustadora e descobrimos segredos a respeito da escotilha, do Projeto Dharma, dos “Outros” e do acidente aéreo que os levou àquelas condições extremas.
Como não posso ficar comentando sobre a maioria dos acontecimentos desta temporada para não estragar as surpresas que vêm por aí – no AXN, o próximo episódio a ser exibido ainda é o 2x12 “Fire + Water” – resolvi enumerar algumas razões para se assistir ao melhor seriado da atualidade:

- Mistérios e mais mistérios
O melhor de Lost é poder, a cada episódio, viajar nas mais loucas teorias sobre que diabos é aquela ilha (se é que é uma ilha mesmo) ou quem são os “Outros”. E o objetivo dos roteiristas é deixar a gente louco! Quando comecei a assistir à série, no ano passado, era adepto da teoria de que os sobreviventes estavam numa fenda solta no espaço-tempo, e que a gravação que Shannon ouve no episódio 1x01 “Pilot” é dela mesma. Hoje, isso soa ridículo – ela já está morta e sabe-se que a voz da gravação é de Danielle Rousseau.

- Flashbacks
Existe montagem mais inteligente do que a de Lost? Não. Os flashbacks sempre têm algo a acrescentar à trama, seja em relação ao desenvolvimento das personagens, seja para nos intrigar ainda mais com as ligações entre os passageiros antes do desastre. Parece que Jack, Kate, Sawyer e cia. moram em Salvador: todos já se “conheciam”, de alguma forma, anteriormente.

- Qualidade de produção
Lost deixa muito filme por aí no chinelo. Produzir um seriado de televisão com os custos de Lost quebraria qualquer emissora – se não fosse o sucesso estrondoso que ele faz no mundo inteiro. As locações são no Hawaii e toooda a equipe se muda pra lá, desde o elenco e o staff, para gravar os episódios. Some-se à grana de hospedagem o din-din gasto em efeitos especiais, cenários, cachês (os quais sofreram uma pequena inflação após a primeira temporada) e edição, e temos uma pequena fortuna por capítulo. Lost é quase cinema, pô!

- Elenco de primeira
Matthew Fox, Evangeline Lilly, Terry O’Quinn, Dominic Monaghan…todos são excelentes atores! Parece que os papéis foram desenvolvidos especialmente para eles, o que, em alguns casos, como o da personagem Sun, é verdade – o diretor J.J Abrams não queria desperdiçar o talento da atriz Yunjin Kim. Meus preferidos? Lilly (Kate) e Josh Holloway (Sawyer). E, apesar de odiar Michael, o ator que o interpreta, Harold Perrineau, tá dando um BANHO nesse final de temporada. É ver pra crer.

Bom, diante do exposto, é tentar dormir hoje pra esperar o season finale (2x23 “Live Together, Die Alone”) de amanhã, que promete! Pra quem ainda não teve a oportunidade de ver Lost, passa aqui em casa que eu empresto a primeira temporada! =)